Metodista disponibiliza materiais no OCW Universia

Por Cristina Salvadeo em 25 de setembro de 2009
A Universidade Metodista de São Paulo é a primeira instituição brasileira a publicar material didático na plataforma disponibilizada pelo consórcio OCW Universia (OpenCourseWare). A iniciativa, que se baseia no conceito editorial originalmente desenvolvido pelo MIT (Instituto Tecnológico de Massachusetts, na sigla em inglês), reúne mais de 100 IES (instituições de Ensino Superior) ibero-americanas para publicação e distribuição on-line de materiais de aulas das mais variadas áreas do conhecimento. A ferramenta é disponibilizada gratuitamente a todas as instituições parceiras do Universia.

Dentre as participantes da rede estão a Universidade de Salamanca (Espanha), Universidade Nacional de Córdoba (Argentina), Universidade do Chile (Chile), Universidade do Valle (Colômbia), Universidade de Monterrey (México) e Universidade Peruana de Ciências Aplicadas (Peru). No Brasil, 21 instituições assinaram o protocolo de adesão ao consórcio OCW Universia.

O pioneirismo da Metodista no Brasil, segundo a pró-reitora de graduação da universidade, Vera Lucia Stivaletti, se deve ao interesse da instituição em propiciar mais visibilidade aos trabalhos realizados por seus docentes dentro do ambiente acadêmico. "Reconhecimento que gera a troca de experiências e, conseqüentemente, amadurecimento dos nossos processos de ensino e aprendizagem", explica. Além disso, na opinião dela, o acesso livre é uma tendência global das IES. "E quem não se adaptar a essa novidade está fadado a engessar seus procedimentos acadêmicos."

Um benefício também para o professor

O livre acesso ao conhecimento, até então restrito à sala de aula, também pode trazer benefícios aos docentes. É o que diz a pró-reitora de graduação da Metodista, Vera Lucia Stivaletti. Na opinião dela, o medo de ter seu material plagiado não se justifica perante as vantagens do OCW. Veja os motivos apontados por ela:

1º Ao adaptar um material para a versão on-line, o professor tem a oportunidade de enriquecer-se intelectualmente
2º A troca de experiência com outros professores e alunos favorece o aperfeiçoamento contínuo do material
3º É possível modificar pontos didáticos que não atingem o objetivo de ensino-aprendizado
4º A multidisciplinaridade da plataforma possibilita o desenvolvimento de novos olhares para a construção do conhecimento
5º A divulgação de um bom trabalho pode render novas oportunidades profissionais.

Inicialmente, a universidade disponibiliza o acesso ao material didático de seis programas presenciais e a distância, nas áreas de Biomedicina, Filosofia, Gestão Ambiental, Gestão de Recursos Humanos e Publicidade e Propaganda. Além da bibliografia, estão disponíveis conteúdos programáticos, ementas, históricos e exercícios práticos. Os materiais estão disponíveis para utilização www.metodista.br/eduCommons.

Para Vera, as informações disponíveis na plataforma vão além das exigências do MEC (Ministério de Educação) e do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), que obrigam que todas as IES a disponibilizarem dados sobre seus cursos. "O currículo e a proposta de avaliação são alguns dos conteúdos que todas as universidades deveriam manter abertos, mas decidimos dar um passo a mais e liberar o acesso a nossas aulas, atividades pedagógicas e cases", aponta.

A expectativa da Metodista, de acordo com Vera, é expandir a acessibilidade do conteúdo em todas as áreas do conhecimento. "A meta é acrescentar, a partir de 2010, cerca de três novos programas por semestre", relata ela ao enfatizar que a instituição se compromete a revisar continuamente todos os materiais disponíveis na plataforma. "O foco é ampliar gradativamente o projeto, diversificar as opções e preservar a qualidade e a atualidade de todo o conteúdo", completa.

Para sair na frente das demais instituições brasileiras, a Metodista investiu na aquisição de um novo servidor que garantisse a infra-estrutura tecnológica bem como em mão-de-obra especializada. "O desenvolvimento do programa envolveu a composição de uma equipe multidisciplinar, formada por professores, diretores, profissionais da área de informática e comunicação", descreve Vera. Para ela, a iniciativa demanda tempo e cooperação. "Não é algo que pode ser implementado por uma única pessoa. E para ter sucesso é preciso estar vinculado a uma política institucional", orienta.


Fonte: Portal Universia

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