Positivo planeja ensino a distância

Por Cristina Salvadeo em 26 de janeiro de 2010
Uma das mais novas universidades do país, a Positivo, de Curitiba, nasceu da experiência de um grupo de empresários nas áreas de cursinho, gráfica e editora. A instituição foi homologada pelo Ministério da Educação como universidade no começo de 2008, depois de atuar 19 anos como faculdade e centro universitário. Agora, quer reforçar a atuação de seu centro tecnológico e a área de pós-graduação e também planeja entrar em educação a distância.

A direção da universidade diz que o balanço de 2009 ainda não está fechado e que, para 2010, a meta é obter faturamento de R$ 170 milhões e investir até R$ 13 milhões em sua estrutura. Os sócios da universidade também são donos da Positivo Informática, que nasceu depois da operação de ensino e é hoje a maior fabricante de computadores do país, com receita bruta de R$ 1,811 bilhão nos primeiros nove meses de 2009 - é a única empresa do grupo com gestão separada, por ter ações negociadas em bolsa.

As outras empresas fazem parte de uma holding que possui diretorias corporativas. A UP, como é chamada a universidade, tem gestão acadêmica, mas não cuida das finanças. O reitor é um dos fundadores e presidente do grupo Positivo, Oriovisto Guimarães, que divide seu tempo entre a sede administrativa do grupo e a sala que possui na universidade.

O campus da UP possui 420 mil metros quadrados e inclui um teatro para 2,4 mil pessoas, que já recebeu shows de artistas como Roberto Carlos e o tenor espanhol José Carreras. No mesmo terreno está prevista a construção de um hotel, que ainda não saiu do papel. "Podemos abrir fronteiras. Educação a distância é uma delas", diz o superintendente-financeiro do grupo, Álvaro Amaral. "Com frequência, analisamos possibilidades trazidas por fundos. Mas ainda não achamos nada oportuno", diz.

A universidade oferece 29 cursos de graduação, 12 cursos superiores de tecnologia e dezenas de cursos de pós-graduação e pesquisa. Conta com 11 mil alunos e 550 professores. Sua mensalidade mais barata é a do curso de pedagogia, R$ 562, e a mais cara é de medicina, R$ 2.690.

O vice-reitor José Pio Martins diz que a UP opera com 25% de ociosidade. Por isso abriu edital para receber transferências. Mas um dos focos é "trabalhar para vender material, tecnologia e conhecimento". Foi com esses produtos que o Positivo, que surgiu como um cursinho em 1972, conseguiu crescer nas últimas décadas e levar seu material de ensino a diversas cidades brasileiras e ao exterior.

Uma universidade paranaense que tem criado ramificações é a Pontifícia Universidade Católica (PUCPR). Fundada há 50 anos, inicialmente focou as atividades na capital, mas depois abriu unidades no interior do Estado e, agora, vai para Santa Catarina. Sua mantenedora, a Associação Paranaense de Cultura (APC), criou o Instituto Católico de Santa Catarina, para oferecer pós-graduação em Joinville, município próximo a Curitiba. É possível compartilhar professores e pesquisadores.

A intenção é oferecer cursos de graduação no futuro. Estão previstos investimentos de R$ 10 milhões nos próximos três anos. A APC fatura cerca de R$ 500 milhões por ano, juntando a universidade e outras controladas das áreas de comunicação, de saúde e editorial. A entrada no Estado vizinho faz parte de um processo de reestruturação iniciado há quatro anos. A instituição tem 30 mil alunos no Paraná e oferece 62 cursos de graduação.

Fonte: Valor Econômico

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