1º Encontro Internacional do Sistema Universidade Aberta do Brasil

Por Rosangela Maria Cunha em 25 de novembro de 2009
Alunos de cursos de educação a distância enfrentam mais obstáculos, mas adquirem conhecimento de forma semelhante aos estudantes de cursos convencionais. Esta foi uma das conclusões apresentadas na noite desta segunda-feira, 23, durante a abertura do 1º Encontro Internacional do Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB), em Brasília.

A necessidade de um acompanhamento rigoroso sobre a qualidade dos cursos também foi outro tema abordado pelos representantes do Ministério da Educação e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

O presidente da Capes, Jorge Almeida Guimarães, enfatizou o papel da formação de professores da educação básica, realizada pela UAB, no desenvolvimento científico do país. Para ele, o próximo salto só pode acontecer quando jovens em idade estudantil tiverem professores qualificados em sua formação básica.

Entre as ações previstas para o próximo ano, está o início de um processo de avaliação que vai levar em conta a estrutura das instalações e os níveis de interatividade e de autonomia dos estudantes.

“Nosso desafio é adaptar as instituições para um modelo de ensino dual. No futuro, essa fronteira entre ensino presencial e a distância não fará sentido”, previu o diretor de educação a distância da Capes, Celso Costa. Há também a perspectiva de que o programa tenha mil polos, ou seja, um a cada 100 km.

Já o secretário de Educação a Distância do MEC, Carlos Bielschowsky, lembrou que o ministério encontrou casos de instituições que terceirizam a educação a distância. “Isso é inadmissível. A expansão tem um limite: o contato entre professor e aluno não pode se perder”, afirma.

O evento reúne cerca de 600 coordenadores e tutores do sistema para discutir os desafios e propostas para a educação a distância no país, e conta com a participação de estudiosos em educação de três países.

A programação segue nesta terça-feira, 24, com apresentações de trabalhos, palestra do conselheiro de educação da embaixada da Espanha, Jesus Martin Cordero, que faz apresentação e participa de debate sobre material didático. Os trabalhos se encerram com mesa-redonda sobre gestão de polos.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Capes - MEC

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