Candidatos a Reitores da USP divergem sobre modelo de EaD

Por Cristina Salvadeo em 16 de outubro de 2009
A menos de uma semana para o primeiro turno das eleições para reitoria da USP (Universidade de São Paulo), quatro dos oito candidatos que disputam o cargo apresentaram nesta quinta-feira suas opiniões sobre pontos como a administração orçamentária da instituição; o sistema de escolha da reitoria; o uso do Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes) para avaliar os alunos de graduação; e a implantação da Univesp (Universidade Virtual do Estado de São Paulo).

Francisco Miraglia Neto (professor do IME), Glaucius Oliva (diretor do instituto de Física de São Carlos), Ruy Altafim (pró-reitor de Cultura) e Sylvio Sawaya (diretor da FAU) participaram da segunda rodada de debates promovida pela Folha na tarde de hoje. O primeiro turno das eleições para reitor será no próximo dia 20.

Um dos pontos debatidos foi sobre a entrada da USP na Univesp. Os quatro candidatos defenderam que a universidade explore as ferramentas da internet e adote um sistema de ensino a distância, porém, não necessariamente concordam que a instituição faça parte do projeto proposto pelo governador José Serra (PSDB).

Sawaya defendeu um aperfeiçoamento do modelo de ensino a distância adotado pela universidade. "A questão não é a educação a distância, mas sim o modelo adotado", afirmou, defendendo que a USP adote um projeto de "ponta" e não "intermediário".

Já Miraglia criticou a substituição total das aulas presenciais pelo ensino pela internet, mas reconheceu a importância da web na formação dos alunos. "O que estamos criticando é usar a educação a distância para fazer toda a formação básica da pessoa", afirmou.

Altafim, por sua vez, defendeu que a USP invista em um modelo de educação a distância, mas também se mostrou crítico ao projeto proposto pelo governo. "Para que possamos participar, é preciso que seja feito um redesenho do modelo Univesp", afirmou o pró-reitor de Cultura.

Enquanto o diretor do instituto de Física de São Carlos mostrou-se favorável à participação da instituição na Univesp, defendeu também um maior debate sobre o modelo proposto. "O ensino não precisa ser totalmente presencial, nem totalmente a distância", ponderou Oliva.

O primeiro debate promovido pela Folha ocorreu nesta quarta-feira (14) e reuniu outros quatro candidatos à reitoria: Armando Corbani (pró-reitor de Pós-Graduação), João Grandino Rodas (diretor da Faculdade de Direito), Sonia Penin (diretora da Faculdade de Educação) e Wanderley Costa (coordenador da Coordenadoria de Comunicação Social).

A primeira fase para as eleições que escolherão o novo reitor da universidade acontece na próxima terça-feira (20).

Já a segunda fase acontece no próximo dia 10 de novembro e vai escolher três nomes, que serão analisados pelo governador José Serra (PSDB), que escolherá o novo reitor, que vai substituir Suely Villela, atual reitora. Recentemente, Villela foi criticada por pedir reforço da Polícia Militar durante a greve de funcionários que aconteceu no primeiro semestre deste ano.
Fonte: Folha on line

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