Sectec fecha acordo para ampliar Universidade Aberta

Por Cristina Salvadeo em 14 de agosto de 2009

uab Nos próximos dois meses o governo do Maranhão vai ampliar a oferta de cursos de graduação à distância através da Universidade Aberta do Brasil (UAB). Os detalhes estão sendo discutidos entre a Secretaria de Estado da Ciência e Tecnologia e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Ministério da Educação.
Os entendimentos começaram com reuniões entre o secretário Waldir Maranhão, e o presidente da Capes, Jorge Almeida. Nesta semana, o secretário se reuniu também com o diretor de Educação à Distância e gestor da Universidade Aberta, professor Celso Costa.
O Maranhão poderá ser o primeiro estado a definir um novo parâmetro no programa Universidade Aberta (UAB) e a Capes tem interesse em criar uma espécie de "estadualização" do programa como projeto piloto. Será a primeira experiência no Brasil e poderá ampliar a oferta de vagas para estudantes em 30 pólos (municípios). O sistema da UAB foi criado em 2005 depois do Fórum das Estatais pela Educação e é formado por instituições públicas de ensino superior. A proposta é levar ensino superior público de qualidade aos municípios brasileiros que não têm oferta ou cujos cursos ofertados não são suficientes para atender a todos os cidadãos.
A Universidade Aberta do Maranhão, como já está sendo provisoriamente chamado o programa, deverá substituir as atividades da Univima. A Secretaria de Ciência e Tecnologia pretende ampliar a formação continuada de professores e a formação de profissionais em tecnologia nos pólos que serão dotados de infra-estrutura em parceria com instituições de ensino superior (Uema, Ufma, Ifet e outras), com apoio presencial para educação a distância, criados e mantidos pelos municípios e o estado. Cada pólo poderá apoiar cursos a distância de diferentes instituições, e o estudante não precisa residir na cidade onde está instalada a sede da instituição consorciada.
O secretário Waldir Maranhão acredita que já em outubro a Universidade Aberta do Maranhão poderá centralizar as ações no campo da tecnologia e também da ciência. "É um importante passo para que se amplie os número de vagas para os jovens que pretendem cursar uma universidade. De outra forma, o Maranhão terá condições de acelerar seu processo de desenvolvimento com maranhenses muito mais qualificados e preparados para o mercado de trabalho", assegura.
O atendimento do aluno nas etapas presenciais ocorre nos pólos onde funcionam salas de aula, bibliotecas e laboratórios. A utilização estratégica da educação a distância já ocorre em vários países (Reino Unido, Cuba, Espanha, China, Turquia). De acordo com informações do Ministério da Educação, os cursos oferecidos pelo programa Universidade Aberta do Brasil possuem foco na formação de professores e administração pública. Estes cursos têm como objetivo atender professores da rede pública de ensino básico melhorando suas qualificações e, por conseqüência, a qualidade do ensino nas regiões atendidas por pólos.
Os cursos ofertados são de graduação (bacharelado, licenciatura e tecnólogo), seqüencial, pós-graduações (lato sensu e stricto sensu). Estes cursos são ofertados por instituições de educação superior (universidades ou Ifets), que os ministram a distância. A instituição possui como ponto de apoio presencial aos alunos os pólos localizados em municípios estratégicos. Por isso os projetos pedagógicos são definidos com foco na educação à distância, utilizando o apoio de novas tecnologias.

Fonte: Badauê on line

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