Diga NÃO à discriminação da EaD!

Por Cristina Salvadeo em 4 de agosto de 2011
Interessante a reportagem publicada no jornal O Estado de São Paulo sobre a Liminar que proíbe a divulgação de material que compara a EaD (para graduação em Serviço Social) a fast food. Mais interessante ainda são as contradições praticadas pelo CFESS...

Há um Manifesto, criado por Douglas Laudiauzer, de Repúdio à campanha do CFESS. Para acessá-lo, clique aqui.

Leia a reportagem na íntegra:
Liminar proíbe divulgação de material que compara ensino a distância a fast food

Intitulada "Educação não é fast food - diga não à graduação à distância em Serviço Social", campanha era veiculada em rádios e na internet.

Carolina Stanisci - Estadão.edu

Uma liminar da Justiça Federal proibiu a veiculação da campanha do Conselho Federal do Serviço Social (CFESS) que compara o ensino a distância de Serviço Social à alimentação fast food. A liminar foi concedida pelo juiz federal Haroldo Nader, da 8ª Vara da subseção judiciária de Campinas, em uma ação cautelar movida pela Associação Nacional dos Tutores de Ensino a Distância (Anated).

Intitulada "Educação não é fast food - diga não à graduação à distância em Serviço Social", a campanha começou a ser veiculada em maio. Além de um hotsite, com 13 filmes publicados no Youtube, foram divulgados spots em rádios comunitárias, além de material gráfico, como adesivos e cartazes associando o ensino a distância à alimentação fast food.

Num filme, um atendente recebe uma moça em uma lanchonete para oferecer um "combo" educacional.

Para o magistrado, o modo como estudantes e professores - tutores, no caso - são tratados no material publicitário é "pejorativo". O descumprimento pode levar a uma multa diária de R$ 1 mil.

De acordo com o presidente da Anated, Luis Gomes, alunos e tutores de educação à distância em Serviço Social começaram fazer muitas queixas do material, nos últimos meses. "Eles se sentiram discriminados", diz Gomes.

No site do CFESS estão descritas as motivações da campanha, como na pergunta: "Já imaginou trocar suas refeições por um lanche rápido durante quatro anos? É exatamente isso que ocorre com quem escolhe o ensino de graduação à distância em Serviço Social".

O conselho não quis se manifestar até ser notificado da liminar. Em uma nota no site, eles reafirmam que vão "prosseguir com a divulgação de seu posicionamento político em defesa da educação pública, laica, presencial e de qualidade".

CONTRADIÇÃO

Apesar da campanha contra o ensino a distância de Serviço Social, o CFESS continua cadastrando os estudantes formados nessa modalidade.

"É essa contradição que a gente não entende. Ainda mais no serviço social, que tenta diminuir a desigualdade social", afirma Gomes, da Anated.

Além do conselho, a Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social e a Executiva Nacional dos Estudantes de Serviço Social também participaram da realização da campanha.

Fonte: O Estado de São Paulo



7 comentários:

Cristina parabéns pelo post. Esta matéria é realmente muito interessante, sou tutora a distância e também estou cursando uma segunda faculdade, Serviço Social na modalidade a distância.
Esta campanha vem causando realmente uma grande contradição, como os profissionais do serviço social, que lutam pela igualdade, podem concordar com isto?
Sabemos que profissionais formados na modalidade a distância são tão competentes quanto os formados em cursos presencias.
É necessário que o preconceito, acabe para que as desigualdades sociais possam ser superadas.
Talita Marcelino

Naide Guedes
Embora a campanha seja negativa, creio que de certa forma esse tipo de
manifestação é necessária para consolidar o processo de aceitação do EaD entre os estudantes.
Trazendo o assunto para ser discutido e analisado, criando uma polêmica em torno dele, deixará que o proprio aluno tire suas conclusões e esteja seguro quando fizer seu curso nesta modalidade.
A Educação a Distância traz inúmeras vantagens e só será ruim se o aluno quiser.
Excelente post!

Eu não acredito que a modalidade de educação a distância precise desta campanha negativa para poder consolidar o processo de aceitação entre os estudantes, a EaD já se mostrou importante no meio educacional, podendo se tornar até mais eficiente que o modelo presencial, dependendo apenas dos profissionais envolvidos e da vontade dos estudantes.
Quantos aos autores da campanha que compara a EaD a fast food, deveriam usar sua criatividade para o bem, deixando de lado este preconceito para com uma modalidade de ensino que cresce cada vez mais.

Sou contra a discriminação com relação à EAD, os conselhos têm que se preocupar com a qualidade do ensino, mas a EAD pode ser de qualidade e ser uma ótima opção de acesso ao conhecimento para públicos diferenciados daqueles do ensino presencial.

Toda modalidade de ensino, a distância ou presencial necessitam de fiscalização de acordo com as exigências do MEC para oferecer um ensino de qualidade. A campanha foi infeliz no sentido de generalizar as Instituições que oferecem o ensino a distância como ruins.

Bom, ta certa a preocupação do CEFSS com a preocupação dos profissionais que saíram formados em Serviço Social, mas vários testes já provaram a capacidades dos alunos Ead, com notas superiores que as dos alunos presenciais, acredito que os alunos do curso de Serviço Social ou qualquer outro curso em EAD se tornaram ótimos profissionais.

Realmente a campanha publicitária "Educação não é fast food - diga não à graduação à distância em Serviço Social" foi bastante infeliz. Sem dúvida, fruto de desinformação quanto à realidade da EaD. Para uma boa campanha publicitária, mas basta apenas uma ideia criativa, mas também, pesquisa e discussão acerca da ideia a veiculada.

Postar um comentário