Mercado de trabalho em EaD atrai novos talentos

Por Cristina Salvadeo em 6 de abril de 2010
A educação a distância é vista por muitos especialistas como o futuro do ensino, principalmente quando o assunto é capacitação profissional ou educação continuada. As empresas que atuam nesse segmento precisam, cada vez mais, fazer grandes investimentos para ampliar e melhorar a qualidade do serviço oferido. Com isso, as oportunidades de carreira nesta área são variadas e os salários bastante atraentes.

A lista de profissionais envolvidos no processo de EaD é extensa. São programadores, conteudistas, engenheiros, editores de imagem, pedagogos, técnicos de áudio e vídeo, web designer, diretor de arte, roteirista, designer gráfico e, claro, os professores. Segundo dados divulgados pela Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED), um conteudista - profissional responsável pelo desenvolvimento do conteudo de um curso -, por exemplo, recebe de R$ 3,5 mil a R$ 7 mil por trabalho entregue.

O mercado também investe na criação de novas profissões, caso do designer instrucional. Com salário mensal entre R$ 3 mil e R$ 7 mil, este profissional é responsável pela adaptação de conteudo para internet e TV, isto é, o processo de conversão do material didático para ser acessado por qualquer usuário, via Internet ou via satélite (vídeo). Este profissional modifica um conteudo originalmente elaborado para o ensino presencial, acrescentando elementos de interatividade, navegabilidade e aprendizagem, típicos da Internet ou, no caso de vídeoaulas, acrescentando imagens, letterings e animações para TV.

Para Andréa Schoch, que é designer instrucional da empresa paranaense de educação corporativa a distância, Dtcom, as oportunidades neste setor não param de crescer. “A Educação a distância de forma geral vem crescendo e se tornando uma excelente opção para os profissionais que pensam em ingressar neste mercado. Já temos milhares de pessoas que aderiram a esta modalidade de educação e a tendência é de que os números aumentem cada vez mais”, comenta Andréa.

Para o consultor e palestrante da Dtcom na área de gestão corporativa, Ernesto Berg, o aprendizado a distância ainda é uma novidade para a cultura e para os hábitos do brasileiro, mas ele aposta na modalidade como o futuro da educação. “O brasileiro ainda precisa aprender a ter autodisciplina para obter o melhor desempenho na educação a distância. Por enquanto os resultados ainda são melhores dentro das empresas, na capacitação profissional, porque há um investimento e uma consequente cobrança maior por parte da organização”, comenta o professor Berg que reforça: “A educação a distância é mais ágil e facilita todo o processo de aprendizado. É o futuro”.

O perfil desse novo professor também exigiu adaptações. Além do perfil de qualquer docente, presencial ou a distância, e dependendo dos meios adotados e usados no curso, ele deve ser capaz de se comunicar bem nos meios selecionados, funcionando mais como um facilitador da aprendizagem, orientador acadêmico e dinamizador da interação coletiva.

Fonte: RH Central

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