Modalidade de ensino não é garantia de qualidade

Por Cristina Salvadeo em 5 de agosto de 2011
Poucos sabem, mas Nelson Mandela, Nobel da Paz em 1993, freqüentou, por correspondência, o curso de Direito da Universidade de Londres enquanto estava preso. Nunca conseguiu obter o seu diploma oficialmente porque não lhe permitiram realizar as provas finais presencialmente. Há bons exemplos de alunos célebres que fizeram cursos a distância.

A própria Universidade de Londres, na qual Mandela quase se formou, dá uma amostra disso. Entre os alunos que frequentaram suas aulas por correspondência, há outros quatro ganhadores de prêmios Nobel, nas mais variadas áreas: Frederick Gowland Hopkins, em 1929, pela descoberta do que hoje conhecemos por vitaminas, Ronald Coase, Nobel de Economia de 1991, e os laureados em literatura Wole Soyinka, em 1986, e Derek Walcott, em 1992. E a lista de alunos célebres do sistema de EAD da instituição continua com H. G. Wells, originalmente formado em zoologia, mas que se notabilizou com obras fantásticas de ficção científica, como A Guerra dos Mundos.
Autor: Mauricio Monteiro Filho | Fonte: Artigo extraído da Revista Problemas Brasileiros

E o que dizer da condição precária na qual o ensino público brasileiro PRESENCIAL se encontra?

Há inúmeros relatos, notícias e reportagens a respeito dessa precariedade:

A ESS (Escola de Serviço Social) da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) teve as aulas suspensas por uma semana após um acidente com a queda do teto de uma sala de aula. A queda comprometeu a estrutura do prédio que pode desabar inteiro. A causa da queda, segundo a instituição, é o cupim.

O reitor Aloísio Teixeira afirmou que o prédio deveria interditado por questões de segurança por pelo menos três meses para obras emergenciais de recuperação do teto, no entanto, nesta segunda-feira dia 2 de maio as aulas foram retomadas no prédio.

Notícia publicada em http://www.pco.org.br/conoticias/ler_materia.php?mat=28694 (3/5/2011)


Preocupemo-nos com a qualidade do ensino, não com a modalidade!


O mau professor será mau professor em qualquer uma das modalidades. 


O mau aluno será mau aluno em qualquer uma das modalidades.



11 comentários:

Concordo plenamente que não é a modalidade de ensino que devemos nos preocupar e sim a qualidade do ensino.

Em qualquer área de atuação existem os bons e os maus, na educação não é diferente. Ficou evidente que a presença de um professor não é garantia de eficiência na educação. O bom aluno vai ser sempre bom, independentemente da modalidade de ensino.

Modalidade de ensino não é garantia de qualidade, em tempos atrás, o professor era o protagonista do ensino e da educação e os alunos apenas coadjuvantes de um cenário imposto para evidenciar a qualidade do ensino. O professor fingia que lecionava e o aluno que aprendia. Na EAD, o protagonista é o aluno, que com o uso das diversas ferramentas de pesquisa, necessidade de administrar e controlar o tempo, ser responsável pela busca incessante das respostas, autocritico busca reverter em prol dele mesmo a qualidade procurada nessa vertente que é a Educação a Distância.

Acredito que modalidade de ensino não significa conhecimento, pois o ensino tradicional tem suas ventagens, mas como estou envolvida em EAD é sobre esta que vou comentar. Acredito que a EAD possibilita conhecer novas ferramentas, favorecendo ao acadêmico o dominio de varias ferramentas tecnologicas sendo este um diferencial importante na vida profissional.

Também concordo: o importante é a qualidade do ensino. Para isso, temos que ter profissionais qualificados e motivados, seja qual for a modalidade.

Que paradoxo!!! Em maio o Conselho Federal de Serviço Social anunciou uma campanha intitulada: "Educação não é fast-food: diga não à graduação à distância em Serviço Social" e, logo o teto do prédio do curso de Serviço Social/URFJ foi cair!!! A EaD não deve mais ser vista como sinônimo de falta de qualidade no ensino. Na EaD diversas são as possibilidades de interação entre alunos e professores, o que torna o processo de ensino e aprendizagem mais dinâmico e atrativo.

São situações um tanto quanto contraditórias (Ensino A Distancia X Educação Presencial), no entanto, acho que entre as duas modalidades a preocupação deve ser com a qualidade do ensino ofertado. acrescento ainda que a existência de uma não vai fazer com que a outra modalidade seja extinta, podendo ser visto como mais uma alternativa de democratizar o acesso à educação. Quanto as políticas públicas, as duas modalidades devem receber atenção especial.

Concordo!
Um professor na sala de aula não significa que a qualidade do ensino será boa, já presenciei varias situações em que os professores não apresentavam qualidades suficientes para estar em sala de aula, e não possuíam poucos anos de carreira não, o que acontece é que eles param no tempo e não querem se capacitar, e agora com o a Ead muda a função do professor, ele deixa de ser o dono do conhecimento e passa a ser aquele que mostrará o caminho por onde o aluno deverá percorrer para encontrar o conhecimento.

Fico feliz em saber que existe pessoas como Mandella que supeou dificuldades e iguais a eles tantos outros famosos ou não. Essa reportagem demonstra que realmente o protagonista da aprendizagem é o aluno. e que ,ais importante que a modalidade de ensino é a qualidade. E o ensino a distância utiliza as metodologias e as tecnologias contemporâneas com mais possibilidades de sucesso que a metodologia tradiciona: professor transmitindo conhecimento, aluno passivo e recursos dos seculos passados: lousa e giz.

A EaD nos oferece uma infinidade de possibilidades no processo de ensino e aprendizagem. São as mais diversas tecnologias e recursos disponíveis fazendo desse processo mais dinâmico e interativo. Cabe ao aluno decidir qual instituição de ensino escolher. Embora de nada valerá tantos recursos e tecnologias se o estudante não adotar uma postura ativa e comprometida com as suas obrigações.

Concordo, só teremos educação de qualidade quando tivermos profissionais de qualidade e a EaD nos dá esta oportunidade de crescermos com as infinitas possibilidades tecnológicas e recursos oferecidos. Penso também que para conseguirmos alcançar esta qualidade, temos que ter uma mudança cultural, para podermos avançar, além de políticas publicas voltadas para que isto possa acontecer.

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